Thursday, November 19, 2009

Medo

 Puxa, não tinha me tocado que a vocalista dessa música com o Lenine era a mesma da com a Marisa Monte. Julieta Venegas, você acaba de ganhar uma fã.

Excelente....

Saturday, October 17, 2009

Sem sentido

Hoje achei uma carta de amor que escrevi há não muito tempo. Me arrependi de não ter mandado. Eu tinha sido tão sincera, tão aberta, tão corajosa, tão espontânea, tão esperançosa e, como poucas vezes, tão apaixonada!

A sensação que tenho agora é de que são palavras e sentimentos perdidos, desperdiçados. Foi tanto querer, tanto envolver, que me deixou vazia de expectativas e cheia de uma vontade - ainda não satisfeita - de simplesmente querer parar de querer.

Quero parar de gostar, de sentir, de pensar; de achar que poderia ter sido diferente, que poderia ter feito diferente.

Eis que leio a carta... a maldita carta, de palavras e sentimentos guardados. E juro - pra mim mesma, pra este caderno, pros quatro ventos, e pra quem mais quiser cair na ladainha - que não queria mais querer. Mas me lembro de como queria, de como já quis... de como acho difícil voltar a querer o que quer que seja.

E entristeço. Porque fico a me lembrar de como era bom querer e, ainda que com dúvidas e inseguranças, ser querida. Como era bom poder escrever uma carta de amor a alguém e saber que ela seria lida, sentida. Nunca soube como ela seria sentida, e por isso tive medo de mandar. Tinha medo de parecer que estava sentindo demais...

Mas que medo bobo de se sentir! Eu estava sim sentindo demais, amando demais... mas só porque não sei - e nem quero - amar de menos, viver de menos. A vida não tem graça se tivermos que optar pelo menos. Não tem a menor graça.

O problema é quando não podemos optar. Quando o menos é a única escolha. É aí que nos arrependemos de não ter sido tudo. É aí que me arrependo de não ter sido inteira. Por isso, fica o conselho de um centavo: não tenha medo de sentir demais, mas sim de não ter o que sentir. É assim que me sinto: sem sentido.

"And then you can begin again"

Luc: Why are you chasing after him after what he's done to you?
Kate: Because I love him! And I'm afraid that if he doesn't come back that I'll... it'll hurt so much that I'll just shrivel up and I'll never be able to love anyone ever again.
Luc: You say that now, but... after a time, you would forget. First, you would forget his chin, and then his nose, and after a while, you would struggle to remember the exact color of his eyes, and one day you wake up and, pfft, he's gone: his voice, his smell, his face. He will have left you. And then you can begin again.

http://www.youtube.com/watch?v=qehjTGTmsEE

Ser de ninguém

por Arnaldo Jabor

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa,
não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas,
enfim, é ter "alguém para amar".. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Thursday, October 08, 2009

Sentindo ilusões...

Monday, October 05, 2009

Chove chuva...

Delicinha de chuva!

Não tem coisa melhor que dormir no friozinho, sob as cobertas, com o barulho das gotas à janela!

Voltando a gostar de Skank....

Tenho pra mim que o Skank, muito felizmente, tá voltando a encontrar a fórmula gostosinha-garota nacional-ali-tanto-jackie tequila! =)

Essas duas últimas músicas dão aquele apertinho no coração... ah!

Bem que a minha vida podia parar de ter trilha sonora o tempo todo. A pior das sensações é quando todas as músicas se encaixam em tudo. As bonitinhas lembram as coisas boas, que já não existem mais, e as tristes só relembram que as bonitinhas não existem mais.

Preciso arrumar uma vitrola pra ouvir meus LPs de Tchaikovsky e Beethoven... pelo menos eles não têm palavras.



Sunday, October 04, 2009

Reflexões sobre o fotojornalismo...

"O uso exarcebado de imagens chocantes banalizou o horror e anestesiou o leitor, tirando dele o senso de indignação e o poder de reação."

"Sugerir é usar a fotografia para sensibilizar o leitor... usar foto-choque é nivelar o jornalismo por baixo."

retirado de "A insustentável leveza do clique fotográfico", escrito por Ana Flávia Sípoli Cól e Paulo César Boni.

Tuesday, September 29, 2009

Fernando Haddad: "O vestibular é a famosa jaboticaba"

Em entrevista à rádio CBN, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou sobre a realização do Enem, a mudança do vestibular brasileiro e o Censo Escolar 2009

De acordo com o ministro, esse ano 4,5 milhões de estudantes se inscreveram na prova do Enem. O número representa cerca de 75% dos concluintes do Ensino Médio, além de egressos que ainda buscam entrar no Ensino Superior.

Haddad explica que em seis anos, com os projetos de expansão das universidades federais e do "Programa Universidade para Todos" (ProUni), foram triplicadas as vagas gratuitas no Ensino Superior brasileiro. “Passamos de 100 mil, para 300 mil vagas gratuitas em todo o país.”

Sobre a adoção do “novo Enem” como sistema de seleção para ingresso nas universidades brasileiras, o ministro explica que já em 2010 50 instituições públicas vão adotá-lo como fase única, e outras 26, como primeira fase. "O vestibular é a famosa jabuticaba. Só o Brasil que mantinha há 100 anos esse modelo de seleção. E isso é uma anomalia", critica Haddad. Na seleção universal, o estudante poderá pleitear vagas em qualquer universidade integrante do sistema, através de uma única prova.

Censo Escolar 2009

O Censo realizado este ano revelou uma redução no número absoluto de matrículas no Ensino Básico. Para Haddad, contudo, isso não é negativo. "A proporção de crianças na escola aumenta em qualquer faixa etária considerada. Mas o número absoluto cai, em função do fato de que há menos brasileiros de 0 a 17 anos, além de uma melhora de fluxo. As crianças tão repetindo menos o ano, tão progredindo mais, e isso impacta positivamente. É o que os economistas chamam de bônus demográfico."

Além do número inferior de nascimentos, outro fato explica a redução do número de matriculas contabilizadas, principalmente no nordeste do país. É o fim da chamada “duplicidade de matrículas”, que ocorria quando uma criança era registrada em mais de uma escola. Agora, as instituições têm que repassar os nomes de todos os estudantes, para evitar a dupla contabilização.

Desafios na pré-escola

"O Ensino Fundamental estando com 98% de matrículas, agora o desafio é enorme de chegar às reservas indígenas, às comunidades quilombolas, comunidades ribeirinhas, aos assentamentos, esses 2% que faltam”, explica Haddad.

De acordo com o ministro, a prioridade agora é garantir a universalização da pré-escola. “Nós já estamos com 80% das crianças de quatro a seis anos matriculadas, mas temos que tentar atingir a universalização até 2014, porque está demonstrado que é o atendimento na pré-escola, que garante o sucesso da Educação Básica no seu conjunto.” Haddad explica que a conclusão do Ensino Médio está diretamente ligada à educação recebida a partir dos quatro anos de idade.

Flexibilização do Ensino Médio

Baseado em modelos europeus e norte-americanos, o ministro da Educação defende a flexibilização do Ensino Médio brasileiro. A proposta é que os jovens, principalmente os de baixa renda, possam ter acesso a um ensino profissionalizante.

"O Ensino Médio no Brasil é muito chapado. É quase que um só. E o peso do vestibular é evidente nesse caso, acaba tornando uma espécie de camisa de força que todo mundo tem que seguir. A flexibilização do vestibular por meio do Enem vai permitir que as escolas atendam melhor às expectativas dos jovens, que muitas vezes não é o vestibular.”

“Na maior parte do mundo desenvolvido, um contingente apreciável de jovens faz o Ensino Médio em busca de profissionalização, e não de universidade. E se isso é verdade na França e nos Estados Unidos, também tem que ser verdade no Brasil. Então, o Ensino Médio brasileiro vai se tornar cada vez mais profissionalizante, para atender ao jovem de baixa renda sobretudo, que nem sempre tem diante de si o horizonte do Ensino Superior, mas que tem o direito de se profissionalizar, de concluir a Educação Básica com um ofício, uma profissão adequada à sua inserção no mundo do trabalho.”

Entrevista à Rádio CBN, 29/09/2009

Saturday, September 19, 2009

Meu futuro em 30 segundos

Hoje no ônibus de volta da aula de Comunicação Comunitária em Planaltina para a Asa Norte, fizeram uma brincadeira para dizermos em 30 segundos quem somos, e em mais 30 segundos, quem seremos no futuro.

Eu, como sempre, travei na hora. Primeiro porque resumir em 30 segundos toda uma vida é certamente um tratado de mediocridade. O que importa em quem eu sou? Não é de onde eu vim, onde morei, o que estudo, porque meu nome é Mel, quantos anos eu tenho ou o que eu costumo comer quando fico nervosa. É o que eu sinto, é o que existe. E isso, ah... nem eu entendo, quem dirá conseguiria explicar!

Parece até aquelas conversas com desconhecidos, em festas ou barzinhos. Os dois buscam - quase desesperadamente - achar algo de interessante no ser ao lado, e para isso fazem perguntas óbvias como "o que você faz?", cujas respostas normalmente são ainda mais óbvias "ah, estudo, trabalho...". Sinceramente, ninguém quer conversar com pessoas perfeitamentes inseridas dentro do protocolo social contemporâneo. Por que não experimentar algo mais "pós-moderno"... como "ah, eu danço, eu penso, eu amo, eu choro, eu existo. Existo aqui e em milhões de lugares, com bilhões de facetas e trilhões de emoções".

E sobre o meu futuro. Sabe-se lá o que será dele. Mas pensando no assunto, cheguei a algumas conclusões, que registro aqui para nostálgicas risadas posteriores:

Não faço a menor ideia de onde e com o que vou trabalhar, só sei que é para um mundo melhor através da Comunicação. E que é muito. E muito bom!

Quero ter uma família bacana, com um companheiro para compartilhar minha vida. Alguém que apesar de todos os pepinos e jilós, esteja do meu lado no final do dia, até de manhã! Nossos olhares serão cheios de admiração, desejo e ternura. Quando houver piscadas tristes, raivosas ou desconfiadas... beijinhos resolverão o problema. E se um dia o amor virar lembrança, seguiremos bons amigos.

Quero também uns quatro filhos. E todos vamos dividir as tarefas da casa, com tabelinha e tudo, coleta seletiva, hortinha e nenhum empregado. O natal da família vai ser na nossa casa, para juntar todos os agregados e suas desavenças. Vamos economizar durante o ano, para nas férias viajarmos juntos a lugares inusitados. E digo economizar, porque já desisti de ser rica - aliás, acho que seria contra meus princípios!

Aos domingos, vamos almoçar na casa de um dos meus pais ou um de meus sogros - sim, porque nessa minha geração de filhos pós-hippies, ter pais ainda casados é uma raridade. Aqueles almoços cheios de farofa e fofoca boa! Pelo menos um dia na semana, vou almoçar com aquelas amizades que existem desde sempre. Ou tomar uma cervejinha.

Sempre quando acordar, vou ter mil coisas na cabeça. Mas quando dormir, vou ter a certeza de ser feliz.

E acho que isso seria o bastante.